segunda-feira, 29 de abril de 2019

RECOMENDAÇÃO DE PLANO DE NEGÓCIO

RECOMENDAÇÃO DE PLANO DE NEGÓCIO
Software Plano de Negócio - SEBRAE Minas Gerais

Segundo https://www.infoescola.com/administracao_/plano-de-negocios/ O Plano de Negócios consiste em um documento que busca retratar uma empresa existente ou em potencial. Tem o intuito de caracterizar o negócio, sua forma de operar, suas estratégias, seu plano para conquistar o mercado, projeção de receitas, despesas e resultados financeiros.

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* Há necessidade de fazer cadastro para baixar o arquivo.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

6 Frases que pessoas bem sucedidas nunca usam:

1. ”Isso não é justo”

Uma pessoa bem sucedida sabe que o trabalho duro vem antes do sucesso verdadeiro. A fim de ganhar algo, você tem que estar disposto a trabalhar por ele. A vida não é justa. Outra pessoa pode ganhar um aumento antes de você. Seu pneu pode furar a caminho do trabalho. Você pode ficar com o nome restrito depois de esquecer de pagar uma conta. Enquanto outros estão apenas interessados ​​em reclamar e se fazer de vítima, a pessoa bem-sucedida está ocupada procurando uma solução para o problema.

2.”Não cabe a mim”

Muitas vezes, nos encontramos fazendo um trabalho que não necessariamente nos propusemos a fazer. Mas quando uma pessoa bem sucedida é convidada a fazer algo extra no trabalho, ela nunca responde com “isso não está na minha descrição do trabalho.” Em vez de serem negativas, elas encontram uma maneira de fazer dar certo. Elas priorizam, fazem perguntas e oferecem uma atitude positiva e útil. Trabalhar em equipe pode ser tão importante quanto sozinho, quando se trata de ser bem sucedido.

3.”Isso é impossível”

Usar frases como “eu não consigo” ou “isso é impossível” te limitam. Elas podem fazer com que os outros percebam que você é pessimista ou não quer trabalhar duro. Uma pessoa de sucesso elimina essas frases de seu vocabulário. Quando surge uma situação difícil, começam a trabalhar em busca de uma solução. Elas ou removem a barreira, ou encontram uma maneira de ir além. Elas se recusam a ser limitadas por pensamentos negativos.

4.”Eu não tive escolha”

O fato é que você sempre tem uma escolha. Pessoas bem-sucedidas sabem que isso é verdade. Aquelas que usam essa frase, muitas vezes estão envergonhadas ou arrependidas de suas ações. As pessoas de sucesso não se deixam ser intimidadas a tomar uma decisão ruim, dolorosa ou egoísta. Quando têm uma escolha difícil a frente, pesam com cuidado suas opções e tentam fazer a melhor decisão.

5.”Odeio o meu trabalho”

Uma pessoa bem-sucedida sabe que o julgamento, insultos e negatividade não levam ninguém a nada. Uma pessoa de sucesso é grata pelo trabalho que tem, mesmo que seja apenas um passo em seu caminho. Eles procuram nunca insultar a empresa para a qual trabalham, seus colegas de trabalho ou qualquer outra pessoa. Em vez disso, estão felizes em ajudar os outros a ter sucesso. Se não estão exatamente onde querem estar, sabem que trabalhar duro vai ajudar.

6.”Eu sempre fiz as coisas dessa forma”

Esta frase diz a outros que você não está confortável pensando fora da caixa. Diz que você está preso em seus caminhos e não disposto a tentar algo novo. Uma pessoa bem-sucedida vê a mudança como algo positivo. Ela está sempre aberta a aprender e tentar algo diferente. O mundo está mudando constantemente. Constantemente evoluir pessoalmente e profissionalmente pode ajudar a colocá-lo no topo.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

RECONHECIMENTO É A MELHOR FORMA DE ESTIMULAR ALGUÉM

Entrevista publicada por Bárbara Bigarelli - Época Negócios

O salário não é a principal fonte de insatisfação dos brasileiros dentro das empresas. Mais do que uma remuneração condizente com o que seria justo pelo seu trabalho, as pessoas querem ser reconhecidas e valorizadas dentro das organizações. Ser mais uma peça da engrenagem é um fardo nos tempos atuais, defende o filósofo Mário Sérgio Cortella. Docente, educador, palestrante e consultor de empresas, Cortella afirma que a principal causa da atual desmotivação é a ausência de reconhecimento. E ela manifesta-se de várias formas: do chefe injusto à falta de valorização em cada projeto e tarefa. Não é uma questão puramente de promover o elogio desmesurado, mas uma forma de “dar a energia vital ao funcionário para continuar fazendo e seguindo em frente". É principalmente evitar a mensagem de que "não ser mandado embora já é um elogio" ou que "o silêncio é a melhor maneira de dizer que está tudo em ordem". 

Em seu novo livro, Mário Sérgio Cortella fala sobre reconhecimento e de outras questões que considera inerentes à insatisfação de muitas pessoas hoje em relação ao próprio emprego. Em “Por Que Fazemos O Que Fazemos” [Editora Planeta], o professor reflete sobre próposito e por que as pessoas almejam empregos que conciliam uma satisfação pessoal e a certeza de não realizar um esforço “inútil” dentro da sociedade. Este tipo de aflição ganha maior evidência com a geração millennial que passou a almejar um “projeto de vida que não soe como conformado”, ou seja, do trabalho pelo trabalho. É sonhar com o trabalho grandioso, com uma rotina que não seja monótona, com um 'projeto que faça a diferença'. Por outro lado, é uma geração também que chega - em parte - com pouca disciplina, que tem ambição e pressa, que vê seus desejos como direitos - e ignora os deveres. 

Todas essas aflições corporativas têm moldado a forma de atuar das empresas e das pessoas na hora de se associarem a um emprego. Em momentos de crise econômica, elas ganham um nível de contestação ainda maior. Em entrevista à Época NEGÓCIOS, Cortella comenta esses dilemas e mudanças, os “senões” de se fazer o que se ama e por que há uma “obsessão enorme por uma ideia de felicidade que não existe”: 

As pessoas não querem mais somente um salário mais alto, querem acreditar que fazem algo importante, autoral. Por que a necessidade de ter propósito ganhou maior relevância? É uma questão geracional?

Ela é mais densa e angustiante na nova geração que enxerga muitas vezes na geração anterior, que a criou, certa estafa em relação ao propósito. É muito comum que jovens e crianças enxerguem hoje nos pais algum cansaço e até tristeza naquilo que fazem. O pai e mãe dizem “eu trabalho para sustentar, esse é meu trabalho”. Há uma grande conformidade. E essa conformidade de certa forma acabou marcando uma nova geração, a millennial, que traz aí a necessidade de ter algum projeto de vida. Eles não querem repetir um modelo que, embora esforçado, dedicado e valoroso soa, de certa maneira, como conformado. Hoje há uma aflição muito grande na nova geração de maneira que se traduz numa expressão comum: “eu quero fazer alguma coisa que me torne importante e que eu goste”. A geração anterior tinha um pouco essa preocupação, mas deixou um tanto de lado por conta da necessidade.

Quando o sr. se refere à geração Y, aos millennials, está considerando um recorte ou o todo?

Claro que temos recortes. Não estou falando de quem está atrelado ao reino da necessidade, que precisa trabalhar sem discussão porque precisa sobreviver. Esta é uma questão de outra natureza. O termo millennial que eu adoto, como muitos, é aquele que cunharam para quem nasceu a partir dos anos 1990. E essa geração tem recortes mais diretos em relação à camada social. Evidentemente se você considerar aqueles que são escolarizados, têm boa condição de vida e que estão acima da classificação oficial da classe D, essa geração tem mais possibilidade de escolha à medida que a sobrevivência imediata não é uma questão. Ela pode viver até mais tempo com os pais e ser por eles sustentada. Isso vem acontecendo. Já integrantes das classes D e E têm mais dificuldade - uma parcela às vezes encontra sobrevivência na transgressão, no crime de outra natureza e outros encontram aquilo que é o trabalho suplicial que o dia a dia coloca sem escolhas. 

Como o senhor diz no seu livro até para ser mochileiro, você precisa ser livre de uma série de restrições…

Sim, você precisa dominar outro idioma, saber se virar. Há uma diferença entre um filho meu, de camada média, com uma mochila nas costas andando pela rua em relação ao modo que ele se conduz, à maneira como ele se dirige às pessoas do que ele ser, por exemplo, um andarilho. Uma pessoa pode até ser mochileira, mas ela já tem condições prévias que a tornam uma mochileira com menos transtornos do que como seria de outro modo.

O senhor diz frequentemente que, para fazer o que se gosta, é preciso fazer uma série de coisas das quais não se gosta. Esse entendimento provém de uma educação na empresa, da família ou escola?

É uma questão de formação familiar. Hoje há uma nova geração que, especialmente nas classes A, B e C, cresceu com facilitações da vida. Hoje a gente até fala em “adolescência estendida” que vai até aos 30 anos e não necessariamente até os 18 anos. São as pessoas que continuam vivendo com os pais, sob sustentação. Isso acabou levando também a uma condição, que uma parcela dos jovens entende que “desejos são direitos”, que vão obter aquilo porque é desejo deles e um outro vai providenciar. Cria-se assim a perspectiva equivocada de que as coisas podem ser obtidas sem esforço. Mas sabe, eu lembro sempre, trabalhar dá trabalho. Como costumo dizer: “só mundo de poeta que não tem pernilongo”. É óbvio que isso não anula a riqueza que essa nova geração tem de criatividade, expansividade, de receptividade em relação a vários modos de ser. Uma geração mentalmente rica, mas que precisa de um disciplinamento - que não é torturante, mas pedagógico - e que começa na família e vai encontrando abrigo na empresa. Essas estruturas são importantes para que essa energia vital não se dissipe. É preciso organizar essa energia de modo que não se perca com inconstâncias, para ser algo que possa de fato gerar benefício para o indivíduo e para a comunidade dele. 

As empresas ainda não sabem lidar, de forma geral, com a energia desses jovens?

Não, elas ainda estão começando a aprender. Há algumas que já possuem uma certa inteligência estratégica e estão se preparando e preparando seus gestores para que acolham essa nova geração como um patrimônio e não como um encargo. Porque quando você acolhe a nova geração como um encargo, em vez dela ser “sangue novo”, ela se torna algo que é perturbador. E é claro que não é só o jovem que tem de se preparar para essa condição. É necessário que a pessoa que a receba seja acolhedora, mas que também se coloque em uma postura de humildade pedagógica. Que ela saiba que vai aprender muito com alguém que chega com novas habilidades que a geração anterior não tem. Lidar nos dois polos de maneira que equipes multigeracionais ganhem potência em vez de entrarem em situação de digladio ou confronto. 

Nesses dois polos, os profissionais mais seniores ficam inseguros com receio de que seu papel não seja mais relevante nas organizações. Como eles podem lidar com esse novo cenário?

Eu só conseguirei ter essa percepção de que estou ficando para trás se eu deixar de lançar mão daqueles que chegam com coisas que eu ainda não conheço. E aí eu não vou ter só a percepção, eu vou ficar mesmo para trás. A gente aprende muito com quem chega, mas a gente também tem o que ensinar. Tem dois princípios que precisamos implantar: 1) quem sabe, reparte 2) quem não sabe, procura. Se eu formar seniores e juniores nesses dois princípios, de um lado vai ter generosidade mental e de outro a humildade intelectual. Essas duas trilhas virtuosas serão decisivas para que a gente construa maior potência no que precisa ser feito.

Com todos esses dilemas e mudanças, a ambição é necessária? Uma pessoa ambiciosa é boa ou perigosa para a empresa?

A pessoa ambiciosa é aquela que quer ser mais e melhor. É diferente de uma pessoa gananciosa, que quer tudo só para si a qualquer custo. Uma parte do apodrecimento que nosso país vive no campo da ética hoje se deve mais à ganância do que à ambição. Eu quero um jovem ambicioso. Eu, Cortella, sou ambicioso. Quero mais e melhor. Mais e melhor conhecimento, mais e melhor saúde. Mas não quero só para mim e a qualquer custo. A ganância é a desordem da ambição. É quando você entra no distúrbio que é eticamente fraturado. Por isso, é necessário que uma parte dos jovens seja ambiciosa. Um ou outro tem sim essa marca da ganância caso ele seja criado em uma família, estrutura, comunidade, na qual a regra seja a pior de todas: “fazemos qualquer negócio”. E essa regra é deletéria, é malévola aos negócios que, embora possam ser feitos, não devem ser feitos. A ambição é necessária, mas a ganância tem que ser colocada fora do circuito.

E quando você junta ambição e pressa? 

Não é algo que traz bons resultados. Uma das coisas boas da vida não é ter pressa, é ser veloz. Se você faz um trabalho apressadamente, você vai ter que fazer de novo. Quando eu vou consultar médico, eu quero velocidade para chegar à consulta, mas eu não quero pressa na consulta. Velocidade resulta de perícia, habilidade, de ser alguém que tem competência no que faz. A pressa resulta da imperícia. Por isso, o desenvolvimento da perícia, habilidade, competência permite que se faça algo velozmente. E se sou veloz, aquilo que resulta da minha ambição pode se transformar no meu êxito. Se sou apenas um apressado, vou ter que lançar mão de trilhas escusas para chegar ao mesmo objetivo - e o nome disso é Lava Jato.

Há um certo profissional que prefere hoje estabilidade e quer seguir uma carreira linear, sem grandes saltos. Mas é visto como um profissional medíocre. Ele está errado?

É um direito que ele tem. Uma pessoa tem direito de fazer essa escolha, mas ela também não pode se lamentar em relação ao resultado que isso traz. Afinal de contas, essa é uma vida morna, sem vibração. Não é uma que eu gostaria de seguir. Mas pode ser feita. Ninguém é obrigado a atuar de um outro modo. Eu acho que escolher essa vida irá beirar, em algum momento, à monotonia e isso gerará tristeza e frustrações.

Essa pessoa não projeta provavelmente as expectativas dela dentro da empresa?

Não, ela apenas vê aquilo ali como emprego. Emprego é fonte de renda e trabalho é fonte de vida. Trabalho dá vitalidade, emprego pode te dar dinheiro. Qual a diferença entre trabalho e emprego? O trabalho você faria até de graça. Há pessoas que encontram no emprego o trabalho que gostariam de ter. Há pessoas que não encontram e são infelizes e outras ficam apenas na rotina do emprego. Não seremos nós a dizer a alguém que ele não pode fazer isso, mas a mediocridade como escolha não deixa de ser mediocridade só porque foi escolhida.

Do mesmo modo, há quem projete todas as expectativas dentro da empresa...

Sim e isso tem piorado muito. Como o ambiente econômico piorou e a vida ficou mais complexa em relação à condição de sobrevivência, muita gente se encontra desmotivada. Ela até faz, mas não queria estar fazendo daquele modo e às vezes nem tem clareza do porquê está fazendo. A empresa precisa entender que necessita criar movimentos de estímulo em relação a essa atividade, promover formação continuada, reconhecimento, tudo aquilo que faz com que a pessoa ganhe energia e receba combustível. Ninguém motiva alguém, o que se pode é estimular. A motivação é movimento interno - mas uma pessoa se encontrará mais motivada se ela for estimulada a fazê-lo. Empresa inteligente faz isso, promove momentos de reconhecimento para que as pessoas se sintam autorais naquilo que fazem, nos quais as pessoas entendam que as empresas se interessam por elas e não somente as usam. Entendam que são um bem, não apenas uma propriedade no sentido maquinário do termo. E quem é cuidado por uma organização também vai querer cuidar dela.

Em uma empresa com hierarquia muito rígida, é muito difícil fazer isso caso a caso, correto?

Se a empresa não tiver isso vai ter que inventar. Se ela é capaz de inventar participações do mercado, novas tecnologias e inovação, ela terá também de buscar inovação na formação de pessoas. Isso dá trabalho, mas é garantia de futuro. Quando a empresa fala que o maior ativo é gente, isso precisa ser demonstrado. Lealdade é reciprocidade. Se eu não percebo lealdade por parte de quem me contrata quanto à minha dedicação... eu preciso ver que a empresa se dedica a mim também. E isso não é com relação ao meu salário, porque eu vou sempre querer que ele seja superior, mas que seja evidente que a empresa consegue cuidar de mim, ajudar a aumentar minha capacidade, competência, não me colocar apenas como um peão de xadrez dentro do tabuleiro. Porque aí uma hora a reciprocidade virá. 

No livro, o senhor defende que as empresas devem realizar atividades que façam seus funcionários refletirem sobre o propósito do trabalho que realizam. Por que essa é uma atividade tão rara nas empresas?

Algumas empresas temem que, ao promover essa revisão, a pessoa abandone a companhia. Só que é necessário promover situações, criar ocasiões que levem a refletir sobre a razão de estar ali para que quando a pessoa resolva continuar na empresa, ela fique de modo mais legal, mais persistente e sólido. De nada adianta eu ter um grupo que nem pensa sobre a razão e no primeiro tropeço desiste, enfraquece, perde energia. É uma medida cautelar, é criar ocasiões que façam vir à tona as razões e os senões pelas quais alguém está ali. Assim é possível corrigir e dar maior densidade à razão para que ela continue de uma forma muito mais substantiva. É questão de estratégica, um caminho de perenidade que seja maior do que aquele que traz apenas uma ilusão ou uma simulação de lealdade.

Se você olhar para as organizações que não têm um produto muito mais admirado, como elas podem fazer para atrair e reter talentos em um mundo onde o propósito é mais valorizado?

Há algumas pessoas que não querem mais trabalhar em uma organização que comercializa algo que seja malévolo, menos sedutor, encantador. Isso tem levado as próprias empresas a reorientarem seu modo de atuação. Um dos produtos que hoje está no alvo é o refrigerante, sendo visto como fonte de malefício. Mas as grandes empresas do varejo vêm reordenando a sua atuação nesse campo de maneira a tornar aquele produto como algo que não seja entendido como maléfico. É difícil trabalhar hoje na indústria do tabaco, na indústria armamentista. Mas veja bem, o que é trabalhar na indústria armamentista? É trabalhar naquela que faz míssil ou naquela que faz computador que também é colocado no míssil? Essa inter-relação leva a uma revisão dessas percepções. A empresa não pode ser sedutora apenas na aparência, precisa explicitar os compromissos que tem. É muito mais difícil enganar alguém hoje do que há algumas décadas. A fonte de informação é imediata. Não sou tão iludível quanto era quando era menino. Um jovem de 20 anos tem informações sobre uma organização que não se conseguia tão facilmente antes.

O senhor aponta no livro que o maior descontentamento atual dos funcionários nas empresas não é salarial, mas a falta de reconhecimento. Por que a questão ganhou força nos últimos anos?

Hoje há um anonimato muito forte na produção. Como a gente tem uma estrutura de trabalho em equipe muito grande, o trabalho em equipe quase leva à anulação do reconhecimento do indivíduo. E isso significa que um trabalho em equipe não prescinde da atuação de cada pessoa. É necessário que não se gere anonimato. Eu insisto: reconhecimento não é só pecuniário, financeiro, é autoral. É necessário que a empresa exalte, mostre quem colaborou com aquilo. À medida que você tem reconhecimento, comemoração, celebração, isso dá energia vital para continuar fazendo. Não se entende aquilo como sendo apenas uma tarefa. O reconhecimento ultrapassa a ideia de tarefa. Não sei se seu pai fazia isso, mas chegava em casa com o boletim da escola, altas notas, e ele dizia: “não fez mais que a obrigação” - isto é altamente desestimulador. É preciso reconhecer, dizer que é bacana, comemorar. Aquilo que estimula a continuar naquela rota. Reconhecimento é a principal forma de estímulo que alguém pode ter. 

No livro, o senhor também cita a obsessão por “uma tal ideia de felicidade” que acaba levando as pessoas a viverem muito mais a expectativa do que a realização. Por que isto ocorre?

A felicidade não é o lugar onde você chega. A felicidade é uma circunstância que você vivencia no seu dia a dia. Não tem “a felicidade”. Você tem circunstâncias de felicidade, ocasiões, que quando vêm à tona não devem ser deixadas de lado. Ninguém é feliz o tempo todo - isso seria uma forma de idiotia - à medida que a vida tem suas turbulências. Mas quando ela vier, admita a felicidade. Colocar a felicidade só num ponto futuro, inatingível, isso é muito mais resultante de uma dificuldade de lidar com a questão do que concretamente uma busca efetiva. Por isso, sim, a felicidade é uma desejo porque o mundo tecnológico nos colocou em contato com tantas coisas, mas nos deu uma certa marca de solitariedade, de ficar solitário com relação àquilo que se tem, a uma ausência de contato muito forte. Tudo é muito virtual e isso acaba gerando desconforto interno, angústia nas pessoas. E a felicidade é um nome que as pessoas dão para superar essa angústia.

O que é felicidade para o sr?

É a que eu tenho na minha vivência. Quando percebo uma obra feita, uma aula bem dada, um abraço sincero, afeto verdadeiro, conquista merecedora. São meus momentos de felicidade. Não são um lugar onde desejo chegar. 

Link para a publicação original em Época Negócios

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

COACHING DE CARREIRA - OPORTUNIDADE ÚNICA DE DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL!


O mercado de trabalho é exigente quanto aos profissionais que começam a ingressar nas áreas escolhidas para atuação. Com o coaching de carreira, o profissional descobrirá quais as suas maiores habilidades e quais os projetos e estratégias que deve aplicar para conquistar um futuro promissor em sua carreira.

A graduação não é mais a única referência para uma boa contratação, as empresas estão cada vez mais rigorosas quanto aos cursos e especializações dos seus candidatos, o que acaba tornando mais acirrada a competitividade entre os profissionais.

Como o coaching de carreira melhora a projeção do futuro do profissional

Ao longo da carreira, é comum os profissionais se sentirem inseguros com alguns pontos que os incomodam e passarem, então, a ter dúvidas quanto ao seu trabalho e à profissão escolhida. As indagações aparecem e começam a ser vistas como um empecilho, o que pode causar frustração, se o profissional não estiver preparado para rever seus conceitos e objetivos para seguir em frente.

O coaching de carreira pode ajudar o indivíduo a determinar quais são as suas projeções para o futuro profissional, e seus objetivos a serem alcançados para ter satisfação no trabalho. Além disso, pode contribuir para despertar potenciais adormecidos e que podem ser diferenciais, se aplicados à sua carreira. Desta forma, o profissional poderá responder seus questionamentos com o auxílio do coaching.

Vantagens do coaching de carreira

O coaching de carreira é vantajoso para o cliente, pois o auxilia a reformular suas atitudes quanto à carreira, bem como a identificar e acelerar o processo de metas e objetivos a serem alcançados para obter êxito no mercado de trabalho. Além disso, pode melhorar o autoconhecimento e a autoconfiança, aspectos relevantes para a atuação profissional.

Estes benefícios podem ser atribuídos a estratégias que vão ampliar a visão de um futuro mais próspero para o profissional, de modo que, assim, ele se utilize dos métodos aprendidos para construir uma carreira de sucesso.

Fonte: texto obtido na íntegra de https://www.sbcoaching.com.br/blog/tudo-sobre-coaching/coaching-de-carreira-quais-vantagens/. Acesso em janeiro de 2017.


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segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Três novas maneiras de liderar que podem impulsionar seu 2017

Ao olhar para a liderança como um ato e não como uma conquista, ele se torna muito mais ligado ao contexto e ao objetivo organizacional do que ao poder por si só.
Um dos temas mais discutidos no mundo corporativo, a liderança já foi abordada em diversos modelos, teorias, guias, formas e fórmulas, que estão disponíveis para quem quiser aprender um pouco mais sobre o assunto. Entretanto, fala-se muito sobre como ser um líder mais efetivo sem antes explicar o que de fato é a liderança, e a verdade é que não há nenhum consenso sobre a definição da palavra.
Segundo o holandês Erik de Haan, liderança é “um ato destinado a aprimorar a efetividade de uma organização” – sim, um ato e não uma posição ou cargo. Apesar de a ação estar, historicamente, ligada ao poder para exercê-la (o famoso, mas desatualizado: “manda quem pode, obedece quem tem juízo”), hoje, este papel evoluiu muito.
Ao olhar para a liderança como um ato e não como uma conquista, ele se torna muito mais ligado ao contexto e ao objetivo organizacional do que ao poder por si só. Nesse contexto, liderar se torna uma função, o que vem trazendo algumas mudanças importantes no mundo corporativo. Abaixo, as três condutas mais adotadas e com melhores resultados, de acordo com o consultor em desenvolvimento organizacional Paulo Aziz Nader:
1. Mais espaço para lideranças emergirem
Organizações mais efetivas fomentam o “aparecimento” de novas lideranças contextuais. Elas entendem que o papel do líder pode ser dividido de acordo com contextos e objetivos específicos e incentivam isto. Não há anarquia, nem falta de direção executiva. O que acontece é que a função da liderança é redistribuída, assim como a responsabilidade atrelada à ela. Alguns modelos organizacionais derivados deste pensamento – como a holocracia – sugerem inclusive o desaparecimento completo de uma hierarquia fixa. Infelizmente, este ainda é um modelo utópico e pouco utilizável no muitas vezes imaturo contexto brasileiro, o que não significa que algumas partes não possam ser adaptadas e utilizadas com bastante eficiência em casos específicos.
2. Foco na liderança adaptativa
“Fundada” em Harvard pelo professor Ronald Heifetz e cada vez mais utilizada pelas empresas que compõem o Fortune 500, esta corrente oferece uma visão mais livre ao ato de liderar. Resumidamente, a ideia consiste em abordar a tomada de decisões (uma das principais razões para a existência da liderança) de maneira reflexiva, de fato abrindo espaço para o pensamento “fora da caixa”. Ao invés de assumir que há uma resposta clara e direta para um determinado problema, o líder adota uma postura exploratória e reflexiva de todos os possíveis caminhos em cada contexto. Isto permite que melhores decisões sejam tomadas, além de impactar diretamente a eficiência da aplicação do que foi decidido. Obviamente, este modelo não funciona para todos os momentos (afinal, algumas questões devem ser tratadas de maneira técnica), mas ele tem se mostrado extremamente efetivo e lucrativo para questões complexas e desafiadoras.
3. Executivos de alto escalão mais ativos no desenvolvimento individual e organizacional
Foi-se a época em que os executivos não se envolviam nos programas de desenvolvimento das suas equipes. As transformações na função de liderança exigiram que líderes de altíssimo nível entrassem em contato com as suas vulnerabilidades e as compartilhassem com suas organizações. Obviamente, isto não significa que o executivo deva abrir mão da sua posição de direcionamento da organização, e, muito menos, usar seus colaboradores como um grupo de apoio. O que se tornou necessário é que estes lideres assumam suas reponsabilidades de desenvolvimento pessoal junto com seus times. Mostrando humildade e valorização do time, tal ato inspira a organização a fazer o mesmo. Além disso, a verdade é que a probabilidade de uma equipe já conhecer os pontos fracos do seu líder é altíssima, ou seja, a sua exposição vai ser muito menor do que ele imagina (e teme). Logo, falar abertamente sobre isso demonstra que o executivo respeita os seus colaboradores e trabalha – de fato – para tornar a sua organização, na qual ele está incluso, mais efetiva.

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sábado, 21 de janeiro de 2017

Entenda a importância da pós-graduação em momentos de crise

 

Ter uma pós pode ser um bom diferencial de empregabilidade em tempos de demissões e cortes de gastos


Por Ana Carla Bermúdez
abr 2016, 11h59 - Atualizado em 14 out 2016, 14h57


Em um cenário de crise no mercado de trabalho, com demissões e cortes de gastos, é preciso sempre buscar maneiras de se manter competitivo, aprimorando habilidades e competências. Para isso, um bom diferencial de empregabilidade é ter uma pós-graduação, já que esses cursos possibilitam atualização constante e ampliam a rede de contatos.
“Ao buscar uma qualificação, o indivíduo revela a si e aos outros seu interesse e iniciativa”, conta Luciane Botto, professora de pós-graduação da FAE Centro Universitário. Para ela, essa busca por novas experiências e conhecimentos deve fazer parte da agenda de todo profissional, já que o mercado de trabalho se modifica constantemente – o que se acelera ainda mais durante um período de crise como o atual, por exemplo.

Planejamento


Fazer uma pós, no entanto, é geralmente um investimento custoso e que demanda tempo. Mesmo assim, Luciane garante que o esforço vale a pena quando se tiver condições. “Diante da crise, sabemos que as pessoas tendem a evitar gastos. Cada pessoa precisa fazer as contas e refletir sobre suas possibilidades neste momento”, afirma a professora.
Ela destaca a importância de se fazer um planejamento de vida e carreira adequado, que permita investir na qualificação profissional sempre que necessário – independentemente de se passar por um período de crise ou não. “Somado com atitudes, habilidade e experiências, o conhecimento é um ingrediente fundamental para manter a empregabilidade e alcançar novos patamares”, conta.

A pós em meio à crise



Quem optar por investir em uma pós durante a crise não deve deixar esse momento influenciar na escolha do tipo de curso – é preciso pensar nos objetivos e planos profissionais que se busca atingir com a pós-graduação. “Toda escolha deve ser focada na meta que esse profissional quer atingir”, afirma Luciane. A pós pode servir, portanto, como um complemento para o que o aluno já conhece ou como a porta de entrada para uma nova carreira profissional – uma escolha que deve depender unicamente das necessidades profissionais e de carreira de cada um.
Para quem já está cursando uma pós durante a crise, é fundamental manter uma postura resiliente, superando obstáculos e resistindo à pressão do momento. “Incertezas fazem parte da vida, e elas se intensificam diante desse cenário que estamos vivendo. O medo faz parte do processo, mas precisamos ficar atentos ao poder que se dá a ele”, afirma Luciane.

Competitividade


Para contornar esse medo e manter-se competitivo, é preciso encontrar quais são os seus próprios pontos de destaque. Para isso, é imprescindível saber gerenciar seu tempo e buscar o equilíbrio emocional. Mas, além disso, é fundamental investir em parcerias e no networking. “Em momentos de crise, o networking contribui para que pessoas compartilhem ideias entre si e desenvolvam projetos juntas”, conta a professora.
O networking pode ser útil ainda na busca por novas oportunidades de trabalho, já que as empresas valorizam muito o sistema de indicações. “Por isso, é importante sempre dizer às pessoas o que você faz e o que procura exatamente. Essa clareza é fundamental”, ressalta Luciane.


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domingo, 13 de março de 2016

Quer ser feliz? Invista em sua educação

Estudar faz pessoas serem mais felizes e viverem mais

Estudo faz parte de série composta por 10 pesquisas sobre educação; nível de felicidade é 18% maior entre mais escolarizados

Um estudo recente sobre aspectos da educação mostra que quem estuda mais tende a ser mais feliz e ter uma expectativa de vida maior. O levantamento What are the social benefits of education? (Quais são os benefícios sociais da educação?, em tradução livre) foi produzido pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e realizado em 15 países membros da organização – do qual o Brasil não faz parte. “A educação ajuda as pessoas a desenvolver habilidades, melhorar a sua condição social e ter acesso a redes que podem ajudá-las a terem mais conquistas sociais”, dizem os autores da pesquisa.

Segundo o estudo, as pessoas que estudam mais são mais felizes porque tem maior satisfação em diferentes esferas de sua vida. Esse nível de satisfação pessoal é de, em média, 18% a mais para que têm nível superior em relação àquelas que pararam no ensino médio.

Em relação ao aumento da expectativa de vida, o estudo mostra que um homem de 30 anos, por exemplo, pode viver mais 51 anos, caso tenha formação superior, enquanto aquele que cursou apenas o ensino médio viveria mais 43, ou seja, oito anos menos. Essa disparidade é mais acentuada na República Tcheca, onde os graduados podem viver 17 anos a mais. Já os portugueses, asseguraram a diferença mais baixa, apenas 3.

O estudo, divulgado no fim do mês passado, encerra a Education Indicators in Focus, série composta por 10 estudos, apresentados ao longo de janeiro de 2012 a janeiro de 2013, que destacam diferentes aspectos educacionais avaliados da educação básica ao ensino superior. Entre eles, como a crise global afeta as pessoas com diferentes níveis de escolarização, quais países estão dando suporte ao acesso ao ensino superior e qual a variação no número de alunos ao redor do mundo. Os interessados em acompanhar as pesquisas podem acessá-las gratuitamente on-line em três versões: inglês, espanhol e francês.No caso das mulheres, a diferença não é tão acentuada: a expectativa média de vida é de quatro anos a mais para as universitárias. À frente desta tabela estão as nascidas na Letônia, que vivem quase nove anos mais do que as compatriotas que interromperam os estudos no antigo segundo grau.

Os políticos devem ter em conta que a educação pode gerar benefícios sociais mais amplos desde que haja mais investindo em políticas públicas.

Em outro capítulo desse mesmo levantamento, realizado com um grupo de 27 países, a OCDE chegou à conclusão de que 80% dos jovens com ensino superior vão às urnas, enquanto o número cai para 54% entre aqueles que não têm formação superior. Os adultos mais escolarizados também são mais engajados quando o assunto é voluntariado, interesse político e confiança interpessoal. “A educação tem o potencial de trazer benefícios para as pessoas e para as sociedades, e isso vai muito além da contribuição para a empregabilidade dos indivíduos ou de renda”, afirma os autores da pesquisa, que enfatiza ainda a importância do Estado. “Os políticos devem ter em conta que a educação pode gerar benefícios sociais mais amplos desde que haja mais investindo em políticas públicas”.

Disponível em: http://porvir.org/estudar-faz-pessoas-serem-mais-felizes-viverem-mais/. Acesso em 13/03/2016


domingo, 14 de fevereiro de 2016

VOCÊ SABE O QUE É CAPITAL REPUTACIONAL?

Você sabe o que é Capital Reputacional?

Capital reputacional é ainda um conceito em construção, mas pode ser entendido como a simetria entre a imagem e a identidade de uma organização (e também de um indivíduo, porque não?)
Imagem é a percepção que se constrói de uma organização ou de uma pessoa a partir dos resultados de interações entre as partes. Por exemplo: tem-se uma boa ou má imagem de uma organização a partir das experiências boas (sou sempre bem atendido por aquela empresa, por exemplo). Essas experiências quando ocorrem com alta frequência se transformam em boas percepções, base para o nascimento da boa reputação.
Mas há também o outro lado: as más experiências (aquela empresa nunca cumpre prazos), que, se experimentadas frequentemente, propiciam o surgimento da má percepção de qualidade e, consequentemente, podem levar à má reputação.
Da consecução de boas ou más percepções imagéticas ao longo do tempo surge a reputação.
O termo Capital Reputacional então emerge da preocupação pelo controle e mensurarão da reputação das organizações em um raciocínio quase bancário onde as empresas disputam créditos e débitos de reputação nas “contas bancárias mentais” dos clientes.
A intensidade desse esforço, a mobilização de saberes e a movimentação da cultura organizacional em torno da formação de uma filosofia voltada para a preocupação com sua reputação é o que determina se sua identidade está focada em seu capital reputacional ou não. 
A “Identidade” é aquilo que EU SOU, a minha personalidade, minha essência. No caso da organização, é o seu DNA, aquilo que a Empresa É, DIZ e FAZ, e como ela DIZ e FAZ.
A identidade de uma organização inclui sua história e trajetória, seu portfólio de produtos ou serviços, a forma como se relaciona com os públicos de interesse (social, cultural política, econômico-financeira), seu sistema de comunicação (canais de relacionamento) e toda a sua identidade visual (elementos gráficos, estéticos ou visuais). Para o especialista Van Riel (1995), uma forte identidade traz benefícios como por exemplo: Motiva os empregados: cria “sentimento coletivo de quem somos”; Inspira a confiança no público externo: a organização é percebida de forma mais clara, consistente e precisa; Reconhece o propósito vital dos clientes: o uso bem definido da identidade corporativa estabelece a base de um relacionamento contínuo; Reconhece o papel essencial dos investidores: a identidade forte gera uma relação de confiança para que se possa investir recursos.
Já a “Imagem” trata daquilo que PAREÇO SER. Ou seja, é como percebemos as coisas. A Imagem Organizacional é o resultado do balanço entre as percepções positivas e negativas que a organização passa para o público. Para o escritor Bueno (2009), “A Imagem é a representação mental de uma empresa construída por um indivíduo ou grupo por meio de percepções e experiências concretas (os chamados “momentos da verdade”), informações e influências recebidas de terceiros ou da mídia”.
Podemos caracterizar a Imagem Organizacional a partir de três aspectos: a AutoImagem, que é construída pelos funcionários; a Imagem Pretendida, em que a organização geralmente se empenha para formar; e a Imagem Real como efetivamente é percebida pelos públicos. É importante ressaltar que a Imagem Real pode não traduzir a Identidade da organização. Isto ocorre pela falha nos processos de Comunicação e Marketing.
Outro ponto fundamental a ser ressaltado é que a empresa pode ter uma ou várias imagens em função das leituras que os públicos fazem dela. Portanto, a Comunicação tem papel prioritário na construção de uma imagem que reflita a identidade da organização e seja compreendida com unicidade pelos seus mais diversos públicos.  

Algumas linhas de pensamanto acerca da reputação / capital reputacional.

Berens et al (2004) concentraram-se na questão da medição para reverem a literatura sobre reputação. Na perspetiva dos autores, existem três correntes dominantes na literatura. Uma primeira baseada no conceito de expectativas sociais, as expectativas que as pessoas têm em relação ao comportamento das organizações. A segunda assente no conceito de personalidade corporativa ou organizacional, ou seja, nos traços de personalidade que as pessoas atribuem a uma organização; e uma última centrada no conceito de confiança, na perceção sobre a honestidade, a «confiabilidade» e a benevolência de uma organização. Segundo os autores, a maioria dos investigadores parece seguir a linha das expectativas sociais, procurando perceber as razões e processos, pelos quais se desenvolvem percepções sobre os comportamentos socialmente desejados das organizações, numa perspetiva comparada.
Já Rindova et al (2005) tentaram categorizar as linhas de conceptualização sobre reputação, partindo da ideia de causalidade (concretamente, das consequências da reputação). Nesta perspetiva, segmentaram as abordagens em dois grandes grupos: i) a institucionalista, influenciada pela teoria dos stakeholders (Freeman, 1984), segundo a qual se defende que a reputação organizacional depende de um reconhecimento generalizado pelos stakeholders do seu ambiente e da sua saliência em comparação com os seus concorrentes; ii) e a perspetiva socioeconômica, no âmbito da qual a investigação sobre reputação tende a ser centrada no grau em que os stakeholders avaliam as organizações relativamente a um só atributo — a qualidade. Não sendo opostas, estas visões centram-se em objetos específicos de representação individual. A reputação é um fenómeno social associado a impressões individuais, formando-se como resultado de interação social e de trocas de informação (Bromley, 2002). Por essa razão, Rindova et al (2005) consideraram estas linhas de investigação complementares, devendo ambas as dimensões (reputação enquanto reconhecimento/proeminência e qualidade percebida em contexto) ser consideradas na conceptualização sobre reputação.
Chun (2005), por seu turno, reconheceu que o conceito de reputação organizacional é relativamente novo, mas que se tem tornado um paradigma por direito próprio, apesar de o seu desenvolvimento não ser tão rápido devido às suas origens multidisciplinares (Chun, 2005, p. 91). Na perspetiva da autora, é possível identificar três escolas de pensamento atualmente ativas no paradigma da reputação: i) a avaliativa; ii) a impressiva; iii) a relacional. As diferenças entre elas relacionam-se mais com os stakeholders, que são considerados elementos centrais na análise. A avaliativa toma a reputação como a avaliação do desempenho financeiro da organização; na impressiva, a reputação é a impressão geral da organização que tem cada stakeholder; a relacional encara a reputação como uma comparação entre as visões de diferentes stakeholders. Numa categorização muito próxima desta, Barnett et al (2006) identificaram três grupos de significados do conceito de reputação: i) reputação enquanto atenção ou reconhecimento; ii) reputação como avaliação, aferição ou julgamento por parte dos stakeholders da organização; iii) reputação como ativo, ou seja, algo com valor e com significado material para a organização.
Todos estes processos de categorização acabam por fazer sobressair a falta de consenso existente. Apesar de existirem definições de reputação mais consensuais do que outras, ainda nenhuma foi unanimemente aceite (Barnett et al, 2006; Lange et al, 2011).
A situação que enfrentamos atualmente acaba por tornar proféticas as palavras de Fombrun e Van Riel, redigidas no número inaugural da Corporate Reputation Review (1997, p. 5):

«Embora as reputações corporativas sejam faladas em praticamente todo o lado, continuam a ser mal estudadas. Isto dever-se-á em parte ao fato de elas só serem notadas quando são ameaçadas. Mas, por outro lado, este é também um problema de definição».

Embora a ideia de reputação não seja hoje mal estudada, a falta de consenso é marcante, algo que tanto se pode atribuir à complexidade do conceito, como à diversidade de campos científicos a partir dos quais ela tem vindo a ser estudada (Fombrun & Van Riel, 1997: pp. 6-9).
Face a isto, uma questão central é: o que é reputação? Esta é uma interrogação à qual ciclicamente se retorna, recriando a pergunta original de Fombrun e Van Riel (Davies, Chun & Da Silva, 2001; Wei, 2002; Whetten & Mackey, 2002; Mahon, 2002; Wartick, 2002).

Referências:

www.eticaempresarial.com.br

http://www.leiaja.com/coluna/2013/imagem-organizacional-pessoal-e-profissional

http://www.eticaempresarial.com.br/site/pg.asp?pagina=detalhe_artigo&codigo=86&tit_pagina=&nomeart=s&nomecat=n




sábado, 30 de janeiro de 2016

ENTENDA OS TERMOS ESPECIALIZAÇÃO, PÓS-GRADUAÇÃO, MBA, LATO SENSU E STRICTO SENSU.




As pessoas que terminam uma faculdade e desejam fazer uma pós-graduação muitas vezes se confundem no entendimento das nomenclaturas disponíveis no mercado, o que pode prejudicar sua decisão. De forma objetiva, entenda-as todas:


PÓS-GRADUAÇÃO 

Primeiramente, Pós-Graduação é tudo quem vem depois da Graduação, seja ela uma especialização, mestrado ou doutorado.
Existem dois tipos de Pós-Graduação: o Lato Sensu e o Stricto Sensu. O Lato Sensu consiste em uma especialização, que aperfeiçoa aspectos do profissional focado em uma área específica direcionado para o mercado de trabalho. É indicado para profissionais de diferentes áreas que procuram um diferencial e desejam focar sua atuação no mercado.
Já o Stricto Sensu é direcionado para o aspecto acadêmico das áreas profissionais, e consiste nos mestrados e doutorados. Este tipo de pós e é indicado para quem deseja seguir a carreira de pesquisador ou professor universitário. O mestrado costuma vir ‘antes’ do doutorado, que é mais complexo, exige maior dedicação do aluno, e maior aprofundamento no assunto defendido na tese de conclusão do curso.

Especialização

Os cursos de pós-graduação em nível de Especialização são oferecidos a candidatos diplomados em curso superior. Possuem foco técnico-profissional o que possibilita aos interessados aprofundar seus conhecimentos e competências em uma determinada área dando seguimento ao ensino de graduação.
Com carga horária mínima de 360 horas/aula, sendo realizados no período de um a três anos, ao final do curso o concluinte recebe um certificado de especialista.
Os cursos de Especialização constituem uma pós-graduação Lato Sensu, que se diferencia da pós-graduação stricto Sensu, formada pelos cursos de Mestrado e Doutorado. A Residência Médica e a Residência Multidisciplinar em Saúde, assim como os MBA's, também são considerados cursos de pós-graduação Lato Sensu e, portanto, cursos de Especialização.

MBA

O termo MBA foi bastante difundido nos Estados Unidos e no Brasil somente agora começa a ficar conhecido por quem procura uma Pós-Graduação, sendo a FGV uma das pioneiras no uso do termo.
MBA é uma sigla inglesa para Master in Business Administration que em português significa Mestre em Administração de Negócios. MBA é um curso de formação de executivos na área de gestão, estudando matérias de finançascontabilidaderecursos humanosmarketing, qualidade, logística, produção, projetos entre outras.
O MBA tem um grau de mestrado nos Estados Unidos, mas no Brasil não é reconhecido desta forma. Aqui ele é enquadrado como uma especialização Lato Sensu, ou seja, que direciona para a especialização, o aperfeiçoamento em uma área profissional específica, focada no mercado de trabalho.
Mas então por que não chamamos de Pós? Porque o MBA se refere especialmente à área de Business, ou seja, de negócios e Gestão Empresarial, seja de uma indústria, um comércio ou hospital. É indicado para profissionais que são ou almejam cargos de gerentes e diretores.

Por fim, o MBA garante conhecimentos de gerenciamento de pessoas, processos, pensamento estratégico e visão holística do negócio, para provimento de soluções que sejam ágeis, efetivas, inovadoras e contínuas.

Fonte:
http://www3.pucrs.br/portal/page/portal/educon/index/posgraduacao/oque_espec
http://www.trecsson.com.br/blog/quais-as-diferencas-entre-mba-e-pos-graduacao/13

Acesse www.penseeducacao.com e saiba mais sobre cursos de pós-graduação e MBA.